| |
Vale a pena divulgar!!! Empréstimo Grátis: Camas hospitalares e cadeiras de rodas. Um ser humano muito especial, chamado Aroldo Mendonça, integrante do Rotary Clube, formou um Banco de Leitos Hospitalares e Cadeiras de Rodas e os empresta, sem cobrar nada, só pedindo em troca a sua devolução, quando não é mais necessária. Ele é um anjo da guarda para muita gente. Atualmente, o Banco conta com mais de 600 leitos espalhados por todo Brasil, já que o Sr. Aroldo conserta e aceita doações das camas hospitalares e cadeiras de roda. Mesmo quebradas, ele retira no local e leva para a sua oficina que é especializada nesse tipo de conserto. As doações são as propulsoras dos empréstimos e ajudam mais e mais pessoas todos os dias e em todos os pontos do país. O frete dos empréstimos fica por conta da pessoa interessada que faz uma espécie de contrato com o Sr. Aroldo por seis meses, sendo renovável por mais tempo, mediante a necessidade do prolongamento do uso do equipamento. Caso precise, ligue para o Sr. Aroldo Mendonça: (21) 2266-2501 ou (21) 9636-8000
Vale divulgar, não é mesmo?
Escrito por Vera Nunes às 14h02
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Entrevista > > Vera Nunes > > psicólogaFui gentilmente entrevistada ontem pela repórter Elaine Vieira do Jornal A Gazeta, de Vitória - ES - onde estarei ministrando palestras na próxima semana e aí está a matéria publicada no Portal Gazetaonline. http://gazetaonline.globo.com/agazeta 25/10/2009 - 00h00 (Outros - A Gazeta) por Elaine Vieira evieira@redegazeta.com.br
"O professor precisa enxergar o aluno" A psicóloga Vera Nunes, estudiosa das relações entre educadores e alunos, defende que as emoções de crianças e adolescentes devem ser levadas em conta durante todo o processo educacional. Ela vem a Vitória esta semana para lançar seu livro e fazer palestra sobre o tema. "O Papel das Emoções na Educação", virou até curso para que os educadores aprendam a lidar com o desenvolvimento emocional de seus alunos.
Qual é a tese principal do livro? Durante minha pesquisa percebi que, tanto em escolas públicas quanto particulares, os educadores dominam conhecimentos formais, mas estão carentes da observação das crianças em sala de aula. Eles precisam saber mais sobre as relações afetivas, sobre o emocional dos alunos. E é aí que muitos se perdem. Essas notícias que a gente vê todo dia no jornal, de alunos batendo de frente com educadores é um reflexo disso, da pouca habilidade emocional dos professores. Os adultos precisam aprender a observar os jovens, e devem fazer isso sem pré-julgamentos. É preciso entender que o aluno já carrega uma história de vida que precisa ser considerada no processo educacional.
Qual a importância das emoções para a educação? Quem trabalha com educação tem que saber que as emoções influenciam todo o processo de desenvolvimento intelectual e físico. Isso se perde no dia a dia da educação. Se a gente não parar para observar e interagir com esses alunos de forma mais direta, compreendendo que existe esse universo emocional, a educação começa a se perder.
Essa preparação deveria acontecer ainda na faculdade? Sim. Por mais boa vontade que tenham, educadores sem preparo se perdem dentro da sala de aula. O que fazer quando você chega na sala de aula e encontra alunos raivosos, com história de vida difícil? Eu vejo os educadores muito angustiados. Tanto que os problemas decorrentes do estresse viraram um problema de saúde pública, justamente porque os educadores não dão conta da demanda da sala de aula.
Como se preparar para isso? Pequenas ações em sala de aula podem começar a mudança. O que não dá é ficar esperando mudanças externas. O primeiro passo é abrir os canais de comunicação, com olhos e ouvidos bem atentos para conhecer o aluno e suas necessidades. Assim, se consegue interagir, intervir quando necessário e avaliar o aluno de forma mais justa.
Com salas cheias e tanta cobrança por conteúdo, sobra tempo para olhar para o aluno? Faz parte do pacote. Quando você escolhe essa profissão já sabe dos enormes desafios que tem que enfrentar. Há um sistema decadente e os professores sofrem as consequências, mas uma vez em sala de aula, tem que ter recursos próprios para lidar com os problemas. Aprendendo a observar ele vai aprender a lidar com crianças e jovens e os conflitos vão diminuir. O educador não pode reproduzir a falha do aluno. Se ele vem bater de frente, o professor tem que estar preparado para isolar aquele movimento, e para isso ele tem que estar preparado emocionalmente.
Como esse conflito se dá na rede particular? A agressividade existe em todos os lugares, mas as questões são diferentes. Em comunidades carentes, com famílias desestruturadas, as questões sociais acabam gerando a revolta. Por outro lado, alunos das escolas particulares, de famílias abastadas, não têm limite nenhum, acabam aprontando tanto quanto quem tem menos poder aquisitivo.
Qual o papel dos pais? A maioria nem sabe o que fazer. Não que o educador tenha que fazer papel de pai e mãe, mas se a criança não tem uma base boa em casa, a escola tem obrigação de mostrar outras alternativas de vida. Para isso, o professor precisa compreender os fatores que fazem a criança agir mal. Quando a família tem consciência, o ideal é que recorra às escolas.
Mesmo com estrutura familiar, muitas não dão conta. Na escola particular se o professor chama a atenção do aluno os pais vão lá dar uma bronca no educador. Os papéis se inverteram. Mas nesses casos também o educador e a escola têm que se impor, dar limites aos pais, pois a escola tem regras que precisam ser obedecidas por todos.
Vá lá
Palestra "O Papel das Emoções na Educação": Com a psicóloga Vera Nunes
Público-alvo: Educadores, representantes das Secretarias Municipais de Educação da Grande Vitória, representantes da Secretaria Estadual de Educação e também de escolas particulares Entrada: Gratuita Local: Auditório da Rede Gazeta, Rua Chafic Murad, 902, Ilha de Monte Belo, Vitória Quando: Quinta-feira, dia 29, em duas sessões, das 8 hs ao meio-dia, e das 13 hs às 17 hs Venda de livros: "O Papel das Emoções na Educação", por R$ 40 e "Pra Gente Grande Entender Melhor a Criança", por R$ 35
Trecho do Livro: "O Papel das Emoções na Educação" - de Vera Nunes - Editora Casa do Psicólogo. O papel do educador de hoje vai muito além das obrigações pedagógicas em si. O educador dos novos tempos exerce influência muito mais ampla na formação de crianças e jovens: ele é agente de transformação, é maestro de ações construtivas para o desenvolvimento, é personagem ativo no processo de educar; exercer influência sobre o seguimento gradativo de tomada de consciência de seus alunos e incentiva sempre o movimento de construção do saber e da cidadania.
Sempre que falamos em educação, precisamos aprender a pensar que caminhando junto ao desenvolvimento físico, intelectual e social de todo ser humano, estarão ali as emoções, exercendo influência sobre todo este processo.
Quando as emoções são consideradas, a relação entre educador e aluno passa a acontecer em um contexto que supõe empatia , tornando as condições muito mais favoráveis para que a criança desperte para o aprendizado em si. Através de expressões de atenção, afetividade e aceitação dirigidas a ela, a criança aprende a fazer uma leitura nova e positiva sobre si mesma e sobre tudo o que a cerca, por se sentir envolvida num clima que facilita não só o aprendizado, mas também as relações humanas, proporcionando-lhe mais segurança para que não desenvolva receio de errar enquanto aprende, enfrentando os desafios que surgem de forma mais confiante e aprendendo também a se relacionar num sentido mais amplo.
As experiências físicas e emocionais ajudam a criança a se perceber melhor, e a partir da interação que vai desenvolvendo com as pessoas, a dar asas a todo o seu potencial, ampliando sua visão de mundo e aprendendo a enxergar a si mesma como ser atuante.
(...)
A criança tem uma visão particular sobre os fenômenos e as experiências, já que vinda ao mundo há pouco tempo, recebe o impacto de tudo o que acontece sob a impressão forte das sensações e sentimentos ainda não cultivados pela razão como nós adultos a entendemos, e que lhes despertam reações muitas vezes surpreendentes.
Ela ainda carrega muito viva em si as formas de manifestação de sentimentos sem lapidação. A matéria bruta de suas expressões será trabalhada aos poucos, conforme a criança se desenvolve, quando adquire a linguagem, alcança certa autonomia e aprende a fazer uso mais coerente do que sente, dando vazão às emoções agora de modo menos intempestivo.
Este movimento de contrabalanço entre razão e emoção, no entanto, é tarefa para toda a vida, pois são dois pólos dos quais não podemos prescindir e que costumam agir em esquema de alternância, o que garante nosso chamado equilibrio emocional.
(...)
Dar ênfase à Educação Emocional hoje é imprescindível, pois, motiva a criança no processo de aprendizagem e a p repara melhor para a vida num contexto geral. Esta postura de acolhimento do educador em relação a ela é o que faz a diferença e, se esta relação for galgada em aceitação, dará também à criança as primeiras noções do que é interagir e se socializar de maneira harmônica, agora que ela começa a redimensionar seu círculo social, saindo dos limites do lar e ampliando sua visão de mundo e suas expectativas diante de si mesma.
O educador que assim se posiciona, além de desempenhar o papel de oferecer os conteúdos pedagógicos, desenvolve a capacidade de perceber o ser humano em sua essência, um ser humano que está no começo de sua caminhada na vida e que precisa de incentivo para que tenha das relações humanas impressões positivas, mesmo existindo muitos e muitos exemplos contrários a este preceito.
Sobre os educadores: "Não desconsidero as expressões de descontentamento e desengano de muitos educadores com seu ofício; eles sent em na pele a realidade dificil de grande parte das salas de aula e escolas do Brasil. O que pretendo, porém, é que pensando juntos coloquemos o foco nas possibilidades muito mais do que nas deficiências do ensino ou em metas irrealizáveis, pois acredito que isto apenas sirva para alimentar ainda mais a fogueira que consome a esperança em uma educação de real qualidade para crianças e jovens.
O que é possível fazer? Esta é a questão central neste amaranhado de questões que parecem sem resposta até aqui.
Pode até parecer dificil, mas com a quebra de determinados paradigmas que exercem a função de paralisar ou limitar as ações de muitos profissionais da educação, a cena começa a mudar, mesmo que sutilmente, partindo de iniciativas isoladas.
Vera Nunes é psicóloga clínica e institucional, ludoterapeuta, pós-graduada em Psicologia Médica e Psicossomática, palestrante, consultora. É autora dos livros "Pra Gente Grande Entender Melhor a Criança" - 2ª Edição - e "O Papel das Emoções na Educação" ambos publicados pela editora Casa do Psicólogo.
Escrito por Vera Nunes às 16h06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|