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A Importância da Amamentação
O ato de alimentar um bebê vai muito além de nutri-lo com o leite. Junto a este cuidado nesta fase tão especial, toda mãe deve ter em mente que o momento de dar o seio a seu filho precisa ser também um gesto de afeto.
Não é apenas o alimento para o corpo que deve ser considerado: é o colo, o aconchego, a proximidade, o carinho, o calor, o conforto.
Neste momento, a mãe pode expressar ao bebê todo o seu amor, transmitindo este sentimento a ele na maneira como o segura, como "conversa" com ele, como oferece o seio, como o deixa seguro... Mesmo a mãe que não amamenta seu filho diretamente no peito pode fazer deste momento um gesto de amor, com a mesma importância que teria se lhe desse o seio propriamente dito.
Momentos como estes deixam o bebê confortável, seguro, aliviam a tensão e ajudam a criança a desenvolver segurança, boa auto-estima e a crescer sabendo desde cedo o que significa a palavra "afeto".
Faça do momento de alimentar seu bebê, um momento de nutrir além de seu corpo, sua alma!
Escrito por Vera Nunes às 19h36
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Frase de Lya Luft:
"Um ambiente duro em casa não prepara para enfrentar a dureza da vida, como alguns preconizam. Ao contrário: para saber defender-me no terreno violento em que vivemos preciso ter uma raíz sólida de afetos.
Ele é o alimento mais importante que me podem dar desde o berço. Ele nutre minha alma, e é com ele que conquistarei meu lugar: o meu lugar na minha casa, no meu casamento, na minha família, na minha sala de aula, no meu escritório, na minha fábrica, na minha rua. Mas tem de ser acima de tudo isso o meu lugar diante de mim mesmo".
Escrito por Vera Nunes às 19h20
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Livro
Este é meu livro: "Pra Gente Grande Entender Melhor a Criança", lançado pela Editora Casa do Psicólogo.
Nele, abordo 47 temas ligados ao universo infantil, como: briga entre irmãos, morte, primeiro dia na escola, comemorações, alimentação e sono, a importância do brincar, entre outros.
É um livro escrito numa linguagem simples e tem como base minha experiência como psicóloga e ludoterapeuta e minhas intermináveis conversas com as crianças.
Espero que vocês gostem!
A Casa do Psicólogo fica na Rua Simão Álvarez, 1020 - Vila Madalena - São Paulo.
O telefone de lá é: (11) 3034.3600
www.casadopsicologo.com.br
Ah! Fiquei muito feliz porque a revista "Pais e Filhos" indicou meu livro como boa leitura para pais!
Confiram!
Escrito por Vera Nunes às 18h17
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Constatando a Gravidez
Ok! Vocês vão ter um bebê. Parabéns!
Agora começa um ciclo com muitos componentes novos na vida de quem passa por esta experiência. Uma pessoa a mais vai fazer parte da familia. Um novo ser vai se formando, tomando corpo, se desenvolvendo e, mesmo antes de vir à luz, já mexe com a rotina das pessoas envolvidas. Sua "presença" já é parte do cenário e a expectativa em torno de sua chegada altera o cotidiano e faz com que a familia adote um ritmo diferente em função disto.
Ter um filho envolve muito mais do que o processo em si da gravidez e de trazer uma pessoa nova ao mundo. Implica também que esta nova pessoa chega com a complexidade com que todos nós somos moldados, com nossa personalidade única em sua estrutura e conteúdo.
O papel dos adultos que cercarão a criança ao longo do seu crescimento também vai ser o de oferecer a ela a infra-estrutura emocional necessária para que ela acredite em valores construtivos, que conte com apoio, segurança e afeto e que seu trajeto na vida seja realizado dentro de um clima de respeito e amor para que vá se fortalecendo psicologicamente, a fim de lidar da melhor forma com os acontecimentos que o viver nos proporciona.
Acolher este filho no ventre e depois o trazendo à luz, supõe que ele seja amado e aceito, para que cresça acreditando que é um ser humanode valor e que, portanto, merece ser feliz.
Dê sempre a seu filho todo o aparato de afeto do qual ele necessita para que tenha corpo, mente e coração sadios, tanto fisica quanto emocionalmente.
A constatação da gravidez é um momento verdadeiramente especial, é a prova de que uma nova criança já já chegará a este mundo e que, esperamos, tenha uma vida cheia de amor, saúde e alegria!
Escrito por Vera Nunes às 21h01
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A história do "Observatório da Infância" se confunde, se entrelaça e se relaciona intimamente com a história da ABRAPIA - Associação Brasileira Multidisciplinar de Proteção à Infância e à Adolescência - organização não governamental, idealizada pelo Dr. Lauro Monteiro - pediatra - e fundada no Rio de Janeiro em 1988.
É um espaço para que todas as pessoas que se interessam em proteger os direitos da criança e do adolescente têm para denúncias, críticas e troca de informações e foi criado justamente por quem acredita que é através da prevenção que vamos poder evitar grande parte das situações que envolvem a violação dos direitos da criança e do adolescente, como bem diz Dr. Lauro.
No texto de apresentação do Observatório, ele diz: "O Observatório pretende ser um órgão de comunicação, um elo de ligação entre o conhecimento técnico-científico e o conhecimento popular, uma tradução da linguagem teórica e acadêmica para a informação popular e prática".
É, antes de tudo, um trabalho de conscientização, de defesa de crianças e adolescentes vítimas de violência. É um trabalho louvável e parabenizo aqui o Dr. Lauro pela iniciativa e empenho.
Vale uma visita ao site! 
Quanto mais pessoas estiverem atentas a qualquer movimento que sugira que uma criança ou adolescente possa estar sofrendo maus-tratos ou tendo seus direitos violados, melhor. DENUNCIE!
Escrito por Vera Nunes às 13h20
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Neste mês de março de 2008, fui consultora em três matérias, nas revistas: "Crescer", "Pais e Filhos" e "Psicologia Brasil".
"Crescer" - Página 43 a 49 - Título: "Cada Pergunta Difícil..."
"Pais e Filhos" - Página 90 - Coluna: Deu Errado Mas Deu Certo - Título: "Enfrentando a Barra da Sepação".
"Psicologia Brasil" - Páginas 22 e 23 - Coluna: Profissão Psicólogo - Título: "Psicologia Como Profissão".
Confiram! 
Escrito por Vera Nunes às 19h37
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Tolerância à Frustração
A criança que aprende a lidar com os limites, tem maior propensão a aceitar regras com menor resistência e a relacionar-se melhor com pais, educadores e colegas.
Os limites ajudam a criança a compreender que não se pode ter o que se quer a todo o momento e dão a ela noções de certo e errado, direitos e deveres, ensina sensatez, discernimento e a agir com bom senso nas mais diversas situações.
Quem deve primeiro dar as regras são os pais, isto é fato, mas quando a atitude destes é de permissividade desregrada, a bola de neve começa a descer a montanha, tomando uma proporção prejudicial a todos!
Aprender a ouvir e aceitar o "não" é parte do processo de amadurecimento da criança e de suas emoções. Crescer, por certo, é pouco confortável em muitos sentidos, mas é indiscutível a necessidade de se mostrar à criança que a vida também é feita de situações pouco atraentes, ruins e tristes, mas que aprender a conviver com estes sentimentos é inevitável.
Não dá para imaginar um tipo de educação onde os limites não estejam presentes e encarar de frente emoções como raiva, mágoa, inveja, ansiedade etc. dão a ela em troca bom senso, jogo de cintura e aquisição de maturidade emocional, como também maior segurança.
Aprender a tolerar a frustração é aprender a extrair também elementos bons e lições importantes para a vida, é descobrir meios de ressentir-se menos quando não se consegue o que se quer.
É imprescindível mostrar à criança o que é respeito por si própria e pelo próximo, para que aprenda aos poucos a viver em sociedade e para que cresça acreditando em valores humanos importantes para que se torne um adolescente de cabeça boa e um adulto equilibrado emocionalmente.
Tolerar pequenas frustrações na infância também faz parte do treino para a vida e é mais que saudável que a criança comece a tomar lições desta natureza desde já.
Não, o mundo não vai mesmo acabar para a criança que ouve um não, o máximo que vai acontecer é uma contrariedade passageira, porém, saudável, e que a deixará um pouco mais madura, consciente e sábia.
Escrito por Vera Nunes às 19h09
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A Criança e o Medo.
A maioria dos adultos esquece que um dia foi criança e que sentiu medo. É mais comum do que se imagina que adultos reprimam ou ridicularizem o medo que as crianças sentem, achando que se trata de covardia, de frescura ou que esta é caraterística própria de crianças mimadas.
É um engano pensar assim. A criança amedrontada muitas vezes esconde o que sente justamente por vergonha ou receio de ser recriminada e, a que não consegue esconder, fica exposta a ser incompreendida. Muitas crianças se sentem sós e, assim, se defendem como podem, tentando lidar com isto de forma solitária e, muitas vezes, desenvolvendo pânico e outros sintomas que se desdobram e atingem outras searas de sua vida.
Na escola também é muito comum que crianças presas do medo tenham sua performance comprometida, que seu rendimento caia e que ela apresente comportamento diferente do usual.
O mais sensato e correto a se fazer, é deixar que a criança exponha o que a incomoda, o que lhe causa medo, desconforto, ansiedade. O acolhimento por parte do adulto é muito importante em situações assim, porque se a criança tem liberdade em demonstrar seus sentimentos, mais fácil será chegar ao cerne da questão e tomar as providências necessárias para que tudo seja sanado.
Não a ridicularize para que seu desconforto emocional não aumente ainda mais! Converse com ela e, aos poucos, pode ser que o medo possa ir embora. No caso de um sentimento desta ordem em maior escala ou quando já dificulta a socialização da criança e compromete seu dia a dia, uma ajuda profissional é bem-vinda.
Lembre que a criança que sente medo se sente aprisionada e se angustia por este motivo e do que ela mais precisa neste momento é de apoio e acolhimento e de adultos que façam com que ela se sinta mais segura e amparada.
Escrito por Vera Nunes às 15h08
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Vera Nunes
Psicóloga clínica e institucional, ludoterapeuta e pós-graduada em Psicologia Médica e Medicina Psicossomática, consultora das revistas "Crescer" e "Pais e Filhos", com artigos publicados também nas revistas "Néctar" e "Psicologia Brasil" e autora do livro "Pra Gente Grande Entender Melhor a Criança" (Editora Casa do Psicólogo), vem realizando a divulgação de seu trabalho em escolas e instituições, ministrando palestras para pais, treinamentos e cursos para educadores e interessados no universo infantil, sobre o papel das emoções na Educação e na dinâmica familiar.
Uma de suas propostas é apresentar suas palestras num formato que sugere reflexão aos pais sobre o que as crianças pensam, como compreendem o mundo e tudo o que as rodeia e como reagem ao que lhes acontece. Aos educadores e estudantes que escolheram esta área de atuação, são oferecidos cursos onde a Psicologia lança luz à Educação, tendo como objetivo central que esta saudável parceria possibilite um trabalho diferenciado e mais eficiente em sala de aula.
Vera Nunes possui larga experiência no trabalho com crianças, jovens, adultos e famílias, como também com educadores.
Vários temas para palestras e cursos fazem parte do programa que ela desenvolve e que pode levar à escolas, empresas e instituições.
Contato para agendamento e para maiores informações:
nunes-vera@uol.com.br
Escrito por Vera Nunes às 14h11
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Confesso que andei sem tempo para me dedicar a este blog no ano de 2007 e peço desculpas a vocês, que vieram até aqui várias vezes e não encontraram novas matérias.
Mas adianto logo que meus motivos não foram banais. É que o trabalho que realizo ocupou meu tempo de forma a me impedir de parar - como tanto gosto de fazer - e escrever artigos e textos para auxiliar a quem necessita de uma luz, uma dica, uma palavrinha aqui e ali que sempre ajudam a gente naquela hora em que ficamos sem ter o que responder para as crianças...
É claro que não sei tudo. Sou é uma estudiosa e uma curiosa incorrigível! Tenho esta semelhança com as crianças com quem convivo, atendo e trabalho e me reconheço nelas quanto à necessidade de observar, explorar, perguntar e, embora eu já esteja beeeeem grandinha, tenho a sorte imensa de conservar algumas características que fazem parte do universo infantil.
Minha profissão exige observação e sensibilidade, só assim para ter permissão para entrar no mundo maravilhoso da infância, com suas nuances e a magia da fantasia sempre ali, misturada à realidade, que faz dela um tempo que deixa uma impressão tão poderosa, que nos acompanhará para o resto de nossas vidas.
Recebo muitos e-mails de mães, pais e educadores aflitos ou intrigados com situações que surgem vindas das crianças e respondo a todos eles com o maior prazer! Gosto de trocar idéias com quem vive com crianças por perto e tenta entendê-las melhor, só isto já me causa uma deliciosa sensação de que mais e mais pessoas estão empenhadas em compreendê-las de forma mais generosa.
E as dúvidas não acabam nunca, é impressionante! A cada criança que nasce, a cada situação que surge, lá estão elas a querer saber como tal coisa funciona, por que determinada pessoa é assim, por que o vento sopra, por que sou menina e meu irmão não é, pra onde o sol vai quando fica de noite, por que as ondas fazem espuma e milhares e milhares de perguntas que nunca haviam sequer passado pela nossa cabeça. Algumas delas são dificeis, outras embaraçosas, muitas poéticas, parte delas intrigantes e ainda há as engraçadas, as inteligentes, as que nos deixam também a pensar...
Nem sempre temos como responder a algumas delas. Algumas não sabemos mesmo, outras porque nunca sequer aquela questão havia passado pela nossa cabeça, outras que não têm mesmo uma resposta lógica... É assim que aprendemos com elas e ensinamos também. O importante é que sejamos francos, dizendo que os adultos não sabem mesmo tudo, mas que vamos tentar ajudar de alguma forma ou mesmo devolvendo a pergunta à criança, para que ela dê seu parecer a respeito...
É bom que a relação com elas seja de troca, de acolhimento e de respeito e que a gente consiga lembrar de que já estivemos do outro lado também, que tínhamos indagações parecidas e que necessitavam de esclarecimento.
A magia da infância está justamente aí, na beleza de levar frescor à vida e ao mundo, fazendo com que nós adultos, não percamos a prática do doce e necessário exercício de sonhar acordados vez ou outra ou mesmo de enxergar as coisas através dos olhos curiosos das crianças, no melhor sentido do que isto siginifica.
É engraçado como tanta gente parece ter "esquecido" que um dia também foi criança e que já teve suas dúvidas, medo do escuro, de ficar sozinha, que já fez xixi na cama, que já chorou por pensar que a mãe tinha desaparecido, que se sentiu envergonhada ou angustiada... Ninguém, no entanto, já nasce adulto, mas parece que a vida é sábia o suficiente para dar um jeito de fazer com que as crianças vez ou outra "refresquem" nossa memória e que, mesmo que por alguns instantes, ensinem a gente a enxergar o encanto que ainda existe no mundo, através do também necessário exercício de reaprender.
Estou aqui de volta, pessoal! E pronta a continuar meu papo com vocês.
Fiquem à vontade para perguntar o que acharem que ainda precisa de uma resposta ou mesmo de uma simples reflexão...
O espaço é todo seu e aguardo a sua visita!
Um grande abraço!
Vera Nunes.
Escrito por Vera Nunes às 13h09
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COMO 2008 CHEGOU HÁ POUCO, AINDA DÁ TEMPO DE DESEJAR A TODOS VOCÊS UM ANO ESPETACULAR!!!
QUE SEJA UM ANO PRODUTIVO, CHEIO DE SURPRESAS MARAVILHOSAS E QUE TODOS NÓS TENHAMOS MUITAS CONQUISTAS PARA COMEMORAR EM DEZEMBRO!
MUITO AMOR, SAÚDE, ALEGRIA E FORÇA.
UM GRANDE ABRAÇO!
VERA NUNES.
Escrito por Vera Nunes às 08h54
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Fazendo Amigos
Crianças comunicam-se entre si de uma maneira fascinante e engraçada ao mesmo tempo: primeiro se observam mutuamente, se olham por um tempo e, aí sim, o contato é finalmente feito.
Dando aula em uma colônia de férias em Recife, certa vez, vi chegar um menininho de 6 anos que falava alemão e nem uma palavra sequer de português – já que seus pais estavam temporariamente no Brasil. Todas as outras crianças, por sua vez, não sabiam absolutamente nada de alemão e vi um elo se formando entre eles já na primeira hora de convivência curiosíssimo de se ver: eles trocaram informações, fizeram gestos, desenhos, explicaram brincadeiras, em uma linguagem universal que só mesmo as crianças dominam. Porque acredito que qualquer adulto ali, naquela mesma situação, levaria um tempo bem maior para conseguir tantas informações quanto aquelas e uma empatia tão rápida.
A vida sempre nos traz inúmeras surpresas, acontecimentos bons e ruins, um número incontável de pessoas cruza nosso caminho o tempo inteiro, nas mais diversas situações e lugares. Mas em meio a este movimento todo que nossa existência impõe, pessoas passam e pessoas ficam, e estas que ficam – que por algum motivo o destino ou coisa parecida traz até nós – damos o nome de “amigos”. Gosto deste exemplo do garotinho alemão para ilustrar este capítulo pela ausência de obstáculos naquela amizade porque nem mesmo a língua tão diferente foi empecilho para eles e pelo elo que se formou entre aquelas crianças.
Pode ter certeza da enorme importância que é para a criança entender o significado da palavra “amizade” desde cedo e aprender o valor que um amigo de verdade tem em nossa vida.
A gente quase nunca sabe ao certo como começamos a sentir amizade por alguém. É um sentimento nobre, um tipo de amor diferente, um presente que a vida nos dá porque muitas pessoas passam – literalmente – uma vida inteira sem conseguir um único amigo. Isto é também um mistério e não sabemos a fórmula de mais este segredo. O certo é que crianças precisam entender a sorte imensa que é ter o privilégio de poder contar com um amigo de verdade, um amigão daquele que fica ao nosso lado em momentos felizes e também quando a gente não está 100%, se sentindo triste, desanimado, cansado ou coisa que o valha. Amigo de verdade compartilha, estende a mão, empresta o ombro, é leal, puxa nossa orelha também quando fazemos algo que não é muito legal. Nós podemos ter confiança nele e ter a certeza de que nunca estaremos sós e desamparados.
É claro que um amigo de verdade não se encontra mesmo em qualquer esquina, e a criança deve entender isso também, que nossa parte precisa ser feita de igual para igual, que é dando valor que vamos recebê-lo em troca. Seria uma ingenuidade, é claro, achar que tudo funciona maravilhosamente bem neste departamento o tempo todo, que é só oferecermos amizade sincera que teremos a garantia expressa de que vamos tê-la de volta. Sabemos que as coisas não funcionam bem assim, infelizmente, que na vida existem as decepções, que muitas vezes confiamos em pessoas e nos desapontamos com elas, que amigos de verdade são raros e que, por este motivo, devemos estimá-los e zelar por eles, sempre.
Crianças gostam muito de fazer amizades, conhecer outras crianças e é aí que o treino começa: nas pequenas atitudes, no ato de brincarem juntas, emprestarem e dividirem os brinquedos. A afeição vai nascendo naturalmente e pode crescer ou não, mas é sempre bom que estejamos de peito aberto para receber novos amigos, dispostos também a dedicar nosso melhor a eles, como lealdade, sinceridade e respeito. A criança desde novinha já tem capacidade de entender estes conceitos e seguindo bons exemplos de afeto pode conquistar e tornar-se um amigo legítimo.
Fazer amigos parece ser uma mistura de dedicação e sorte porque tantas pessoas passam por nossa vida que somos incapazes de contá-las, mas as que ficam serão sempre especiais e vão ocupar lugar de destaque em nosso coração.
Acontecem muitas coisas pela vida e nunca sabemos quando vamos precisar de uma mão que nos ampare, de uma palavra de apoio. Amigo a gente ganha de presente e, se isto acontecer, preserve esta dádiva sendo generoso, companheiro e honesto. Ensine estes valores às crianças! Tudo isso faz parte das coisas boas da vida e tomara que elas consigam estes amigos e que tenham o cuidado e a sorte de saber conservá-los para sempre.
Escrito por Vera Nunes às 10h58
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Como lidar com as diferentes personalidades
Cada criança, por menor que seja, já dá sinais de um jeito todo seu de encarar o que acontece a seu redor. De uma forma um tanto rudimentar nos primeiros anos, ela exibe seu temperamento, sua personalidade, emprestando particularidade às suas ações e atitudes e reage de modo singular ao que acontece à sua volta e a afeta diretamente.
Dentro do processo de desenvolvimento de toda criança, devemos levar em conta sua personalidade, seu jeito de ser. No começo, é um pouco dificil distinguir estes traços, por conta da falta de maturidade natural e porque crianças tendem a ter pontos muito semelhantes na forma de expressarem-se: elas gostam de pular, correr, falar alto e isto as deixam num contexto muito próximo. Mas à medida em que vão crescendo, a personalidade de cada uma começa a delinear-se com maior precisão e elas tendem a reagir cada uma à sua maneira em particular. Surgem, então, os extrovertidos, os mais pacatos, os que adoram uma bagunça, os tímidos e assim por diante e o leque começa a abrir-se, enquanto a roda da infância gira e expande-se, trazendo à tona características ímpares de personalidade, fazendo com que cada um desenvolva neste processo sua "marca registrada".
Saber lidar com as diferenças de personalidade é ponto importante no trato com as crianças para que se possa compreender melhor seu modo de encarar a vida, sua maneira de reagir, o que as fazem em menor ou maior grau cooperar, aprender, resistir, reagir, enfrentar situações, recusar, recuar, investir, tentar, tolerar frustrações, etc. Sua forma de expressar-se logo terá um contorno mais bem definido por conta de seu temperamento. Cada criança emprestará suas próprias características à suas reações e emoções e tentar compreendê-la dentro deste contexto facilita nosso entendimento em relação a ela e nos aproxima mais de seu universo, encurtando o caminho da comunicação.
Procurar compreender o contexto no qual a criança está inserida, somado às características de sua personalidade, nos dá um panorama mais autêntico de sua forma de ser e de existir
Cada uma trilhará seu caminho de forma singular, única, mesmo parecendo-se entre si em muitos pontos, no que diz respeito à vitalidade que as crianças têm e que as fazem parecer um reservatório de energia em ebulição!
Respeitar as diferenças e lidar com cada criança, sabendo que ali está um ser humano no começo de sua estrada, com mil interrogações na cabeça, os olhos faiscando de vitalidade e a vida explodindo em cores, emprestará às relações familiares um tom todo especial: o tom do afeto, da compreensão e do bom senso.
Escrito por Vera Nunes às 15h52
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O Controle dos Esfíncteres
No começo, a criança bem pequena ainda não tem o controle dos músculos que retém ou liberam o cocô e o xixi, portanto, eles vêm sem cerimônia e sem ao menos que a criancinha perceba que já aconteceu, na maioria das vezes.
Chega um certo tempo, no entanto, que ela começa a tomar consciência de si mesma, se familiarizando com seu corpo e suas vontades necessidades, conhecendo-se melhor, tornando-se mais independente e assumindo determinado controle também sobre este aspecto.
Por volta dos dois anos - lembrando sempre que cada criança tem um ritmo diferente e que esta margem de idade é apenas uma referência! - os pais podem apresentar o "troninho" para ela, explicando para que serve e ensinando aos poucos a ela que comece a pedir para fazer cocô ou xixi assim que a vontade apertar. Procure perceber que de inicio a criança avisa quando já fez e é este o processo, o primeiro passo para a tomada de consciência. Ela começa a perceber que já é hora de trocar a fralda porque o que antes nem sequer causava incômodo, passa a provocar uma sensação desconfortável como ficar molhada ou aquele peso importuno no bumbum.
Não repreenda a criança nesta fase. Ela ainda está aprendendo e não tem noção de tempo entre a simples vontade e a ação; muitas vezes a intenção é mesmo a de avisar antes, só que nem sempre "dá tempo".
É importantíssimo que a criança não tenha vergonha ou nojo por conta de adultos que criam tensão nestas horas, chamando a atenção da criança quanto ao mau cheiro das fezes, por exemplo, associando-as a coisas sujas e erradas. A criança vê o cocô e o xixi como produtos seus, é ela quem os produz e ela os vê e os sente de maneira natural, como parte dela. Se ela começa a perceber que o adulto se coloca na posição de censor, recriminando-a por algo que para ela é tão espontâneo, fará com que ela fique confusa, sem saber ao certo se está "produzindo" algo feio ou repugnante.
Muitas vezes quando a criança está distraída com uma brincadeira qualquer pode esquecer de pedir para fazer suas necessidades e isso ocorre porque tudo é ainda novo para ela.
Não a repreenda. Explique e nunca faça com que ela se sinta mal nesta fase que é um treino, um aprendizado. O aperfeiçoamento só vem com o tempo.
Esta é uma fase importante de descobertas, deixe que ela vá se habituando com calma a seu próprio corpo e suas reações e necessidades, ajude a criança a passar por ela sem sobressaltos.
Escrito por Vera às 17h43
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Castigo?
Um assunto bastante discutido entre pais e profissionais que trabalham com crianças é o ligado ao "castigo". Como punir - de alguma forma - uma criança que desobedece, se rebela ou apronta alguma pra valer?
Muitos adultos ainda acreditam que palmadas são o melhor remédio, que um "corretivo" bem dado é a solução para crianças malcriadas, enquanto alguns pais, por sua vez, não punem nunca e outros ainda ameaçam, falam alto, mas não cumprem o que prometem.
Minha opinião particular é que surras não são bem-vindas. Só ameaças criam ansiedade, mas depois de algum tempo perdem seu impacto inicial e abusar em matéria de permissividade pode produzir estragos futuros. Sou contra as palmadas em geral por achá-las um tanto perigosas e ineficazes, pois podem provocar choro, revolta e mais rebeldia, mas não conseguir corrigir comportamentos impróprios.
Acredito, na verdade, que uma boa saída seja tirar por algum tempo algum privilégio da criança, proibí-la temporariamente de algo de que ela gosta muito, fazendo com que ela entenda o porquê de se tomar esta atitude, explicando que ela agiu mal, desobedeceu e que, por este motivo, vai ser necessário que se tome tal providência. Em momentos assim o adulto deve ser sincero, firme e bem claro nas palavras que usar.
Se a criança confia no adulto, vai acabar compreendendo sua atitude diante de seu deslize. Pode protestar, prometer, barganhar, desculpar-se ou até dar um escândalo, mas saberá o que a espera se repetir a dose!
A realidade precisa ser apresentada à criança como forma de fazê-la entender que para se viver de maneira saudável em casa, com vizinhos, irmãos, amigos, na escola, no clube ou com adultos é preciso que haja respeito, acima de tudo.
É óbvio que nem tudo corre às mil maravilhas o tempo todo. Neste processo fatalmente haverá avanços e recuos. Crianças aprontam mesmo, é parte de seu processo de aprendizagem. Elas estão experimentando coisas novas e neste caminho é quase impossível que não se cometam estripulias, vacilos e falhas. O importante é que ela vá incorporando valores e este caminho e, aos poucos, vá aprendendo a reconhecer quando faz um gol e quando pisa na bola.
Respeito é a palavra de ordem e não se trata de reverência exagerada e descabida mas, sim, de integridade de caráter.
Não existe nenhuma fórmula pronta ou mágica que mostre em que ponto reside o equilibrio. Só a interação criança-adulto feita de compreensão, amor, carinho e sinceridade parece surtir efeitos positivos no tocante à formação de personalidade e de caráter, dando o tom certo nas relações humanas.
Escrito por Vera às 17h17
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