
"Pra sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem que merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que é difícil, mas, tente, experimente, consciente. É dentro de você que o ANO NOVO cochila e espera desde sempre". Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Vera Nunes às 11h05
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Matéria muito interessante extraída do site: paraibaonline.com.br De 18 de dezembro de 2011. Vale a pena ler!
Rossandro Klinjey * Psicólogo Clínico, mestre em Saúde Coletiva, professor das FACISA, FCM e Faculdade Boa Viagem. Geração Ctrl C Ctrl V Fato da vida real para análise. Um professor da Universidade Federal da Paraíba, Leonardo Rosa Rhode, afirmou ter sido agredido pelo companheiro de uma aluna dentro de sala de aula, por tê-la reprovado ao identificar que trechos de sua monografia foram plagiados da internet. O docente fazia parte da banca de avaliação do trabalho de curso com outros dois professores.
Como professor já lidei com situações de plágio. A aluna foi reprovada, fez parte dos eventos de formatura que já estavam programados, mas sem ter concluído o curso. Ela teve que retornar mais um semestre para apresentar sua monografia. Como professor homenageado da turma fui convidado para ministrar a aula da saudade. Lembro-me até hoje os semblantes de ódio dela e de seus pais durante toda a noite, sempre que meu olhar se cruzava com o deles. Fiquei constrangido como se fora eu que tivesse feito algo errado, mas depois da história do professor Leanardo, acho que ainda saí na vantagem.
Um aluno certa vez me entregou um trabalho correspondente à nota do 3º estágio que superou tudo que eu já havia visto de cola da internet. Ele simplesmente usou o Ctrl C e Ctrl V e nem se deu ao trabalho de alterar a cor da fonte dos textos em que havia colado. Parte do texto era azul com tipologia Times New Roman, outra vermelha com tipologia Arial, e quando olhei, disse pra ele: - você está curtindo com a minha cara? Ele deu uma risadinha e me respondeu que o cartucho de tinta preta estava vazio, foi quando eu disse que minha caneta azul estava sem tinta, mas usaria a vermelha para dar um redondo zero!
Eu pude perceber que muitos alunos partem da mítica idéia de que só eles têm acesso à internet. Que o novo oráculo da humanidade, o Google, seria um mistério para iniciados e que só eles teriam acesso, e que certamente professores, pessoas antigas e anacrônicas na visão deles, não usam computador. Ou ainda, que pegar um texto em inglês ou espanhol, jogar no tradutor do Google e de depois nos entregar, seria suficiente para burlar nossa capacidade de identificar plágio.
O que chama atenção, tanto no meu caso, como no do professor Leonardo, é a posição dos parentes das... deixe eu ver como me refiro a elas... já sei, “vítimas”, sim, porque é assim que muitos alunos se sentem. Se não vejamos. Um companheiro que agride um professor por ter identificado plágio por parte de sua namorada se esquece de que esse comportamento, burla a regra e a tentativa de engano, revela traços de sua conduta que depois podem se voltar contra ele mesmo no relacionamento com ela. Fiquem livres para imaginar o que eu estou querendo dizer com isso.
Do mesmo modo os pais de minha aluna, que deveriam ter ficado com vergonha da filha ao apoiarem a atitude dela e demonstrar raiva do professor, terminam por reforçar uma deficiência de caráter de uma filha que deveriam educar moralmente.
Esses exemplos são só a ponta do iceberg. A incapacidade que muitos pais têm de educar e impor limites aos seus filhos culmina numa tragédia da educação brasileira, e do mundo ocidental como um todo, o desrespeito dos alunos com professores e consequentemente com o conhecimento. Não é toa que os países orientais, como China, Japão, Coréia do Sul e Índia, onde há um forte respeito dos filhos para com os pais e, consequentemente, para com os professores, têm assumindo a liderança econômica mundial, bem como a liderança nos testes de avaliação internacional como Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).
Para os pais um recado. Não se pode colar condutas, elas são construídas única e exclusivamente pelo exemplo.
Para os meus colegas professores, um consolo. Quando um pai e uma mãe lhes hostilizar por tentar educar um filho que eles não souberam formar, lembre-se que aquele filho é deles e não seu, e que serão eles que terão que colher a amarga consequência do que estão plantando.
Escrito por Vera Nunes às 11h11
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Campanha de Natal     
Estas são algumas fotos da entrega dos brinquedos para as crianças da Creche Nova Conquista, em Diadema, São Paulo. O Papai Noel em pessoa - Carlos Serrão - foi visitar as crianças no dia 06/12/11 e levou presentes para todas elas. Vocês podem imaginar a alegria que tomou conta de todos? Foi uma tarde mágica, iluminada, que fez valer todo o esforço para completar esta primeira fase da nossa campanha de natal, que entra agora no sétimo ano. Nosso MUITO OBRIGADA a todas as pessoas que nos ajudaram, direta ou indiretamente, formando elos desta que consideramos a verdadeira "corrente do bem"! Que todos vocês tenham um FELIZ e ILUMINADO NATAL e que 2012 traga muitas surpresas boas, muita alegria, muita saúde, força e esperança a todos! Com todo o meu carinho: Vera Nunes      
Escrito por Vera Nunes às 19h40
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Mais uma lágrima Todos os dias tomamos conhecimento ou mesmo somos personagens de incontáveis casos de acidentes, atropelamentos, desastres e mortes no trânsito. Muitas vezes, as histórias são tantas que é difícil nos lembrarmos direito das que aconteceram ontem ou anteontem, simplesmente porque os casos se multiplicam de maneira vertiginosamente veloz. O trânsito se transformou em mais um componente da guerra urbana em que vivemos. Deste modo, vidas vão sendo ceifadas, enquanto o perigo nos segue pelas ruas o tempo todo. Quando nos referimos ao trânsito, porém, parece que nos referimos a uma entidade sem rosto ou definição clara, um elemento que funciona separado de nós. No entanto, esta palavra tem a ver com pessoas, seres humanos dirigindo carros, no controle de um volante, aparentemente dotados de um mínimo de capacidade para realizar movimentos, agir com bom senso e responsabilidade e tomar decisões. O tal trânsito é composto por pessoas como eu e você, pessoas de carne e osso que podem a qualquer momento se ferir, sangrar, sofrer e morrer, mas também por pessoas que podem ferir alguém, fazer sofrer, fazer sangrar e matar. De um tempo para cá, casos de pessoas que bebem e dirigem se multiplicam alucinadamente nos noticiários, gente que não se incomoda de assumir um volante, literalmente arriscando que esta decisão aparentemente simples – na cabeça de quem não se importa – provoque mais uma tragédia. Pessoas que parecem não levar em consideração que o álcool deturpa o raciocínio, embota a razão, anuvia a visão e nos tira a capacidade de ter nossos reflexos em pleno funcionamento. Em muitos casos, vemos pessoas brincando com a situação, dizendo que “dirigem melhor” quando bebem, tratando com descaso a preocupação de muitos com o perigo a que o trânsito nos expõe o tempo todo, achando que são donas de suas vontades e que, portanto, têm o direito de arriscar suas vidas e a dos outros. As leis são frouxas e abrem brechas enormes para que pessoas que abusaram da bebida se recusem até mesmo a soprar o bafômetro, ou fujam do local de um acidente sem prestar socorro às vítimas. Basta apenas que quem causou o acidente se apresente no dia seguinte, preste um depoimento, e saia da delegacia pouco tempo depois, pela porta da frente, já que não houve “flagrante”. Assim, são estas as leis que deixam impunes pessoas irresponsáveis que destroem famílias inteiras. E com a morte logo ali, no asfalto, se vão histórias, sonhos, desejos, projetos de vida, planos... Pessoas que agem assim têm alguma consciência? Pensam em algo que não seja elas próprias? Que egoísmo monstruoso é esse que toma essas pessoas fazendo com que nem sequer pensem que ali na rua ou atrás da direção de outro carro venha um pai voltando para casa depois de um dia duro de trabalho, ou a garota alegre que foi com a mãe fazer compras, ou a criança que anda distraída, ou o jovem que sorri sozinho enquanto caminha, com a cabeça cheia de planos? Até quando vamos ver pessoas que perderam seus entes queridos chorando, com o rosto em close na tela da TV, mostrando toda sua dor e vulnerabilidade, clamando por justiça, impotentes diante das tragédias? A palavra que mais se ouve saindo da boca de quem perde seres amados é “justiça”. E o que mais dizer numa hora de dor assim? Se a gente pensar, não vai encontrar outra palavra que a substitua... Junto ao pedido por justiça vem um grito abafado de socorro, de tristeza, de indignação, de incredulidade, de pesar, de luto, de ajuda. Clamar por ela é o máximo que conseguimos fazer quando a dor leva embora nossa força! As campanhas pela direção consciente estão por toda parte. Todo cidadão mais atento sabe, sim, que álcool e direção não combinam - como diz a campanha publicitária - mas todos os esforços parecem ainda insuficientes para sensibilizar quem não se importa nem um pouco com a ideia de que agindo assim, pode provocar um acidente e matar alguém. Talvez o pensamento de uma pessoa que age dessa maneira seja o de que tragédias só acontecem com o outro, que a morte só leva os entes queridos do vizinho, que nada de ruim vai acontecer se ela se embriagar e dirigir... Penso que qualquer pessoa que costuma agir de modo totalmente irresponsável no trânsito, sem se importar com o mal que possa causar, deve também pensar algo assim, diante da notícia de mais uma tragédia: “Tudo bem, afinal de contas, não foi comigo nem com ninguém da minha família mesmo!” E assim, cada dia mais lágrimas são derramadas por quem perde alguém querido desta forma, e elas continuam a brotar porque ainda existem por aí pessoas egoístas, que brincam com a vida, que simplesmente não acham nada demais se embriagar e sair por aí dirigindo um automóvel, enquanto qualquer um de nós pode ser o próximo alvo. Afinal, o que é que tem? Tem que seres humanos estão se acidentando e morrendo. Tem que o trânsito de nosso país mata muito mais do que muitas guerras pelo mundo. Tem que quem fica tem que passar pelo doloroso processo de reaprender a viver sem seus entes queridos. Tem que essas pessoas que se foram tinham família, sonhos, projetos e uma vida pela frente, não importa que idade tivessem quando se foram. E agora? Quem tem um pingo de consciência precisa ajudar a sensibilizar outras pessoas, jovens, crianças, adultos, para que a corrente do bem se estenda, fazendo com que, um dia, a gente possa ter um bocado a mais de paz e de segurança. Mesmo que as notícias absurdas e cruéis nos tirem a força muitas vezes, vale a pena cada gesto de bondade, de ajuda, de esforço para que este quadro terrível mude. Estamos o tempo todo nos movimentando pelas ruas de nossas cidades, dirigindo carros, dentro de ônibus, metrôs, pedalando, caminhando e, portanto, cada um de nós é responsável por uma parcela do trânsito. A responsabilidade não está só nas mãos do outro, mas nas nossas também, e é por este exato motivo que cada perda é um pedaço de cada um de nós que se vai, queiramos admitir isso ou não. Portanto, vamos todos lutar pela vida, gente! E quem sabe chegue o dia em que as lágrimas sejam mais de alegria que de dor?
Escrito por Vera Nunes às 16h40
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Imagem é tudo? Vivemos um tempo confuso, onde valores humanos importantes têm sido constantemente deixados de lado. Vivemos um tempo meio sem identidade, que supervaloriza a “imagem”, a marca, a etiqueta, o invólucro. Tempo em que em muitos contextos, ter significa muito mais do que ser. Hoje a mídia esbanja produtos especialmente elaborados para atingir em cheio o público infantil, funcionando como um verdadeiro canto de sereia, atraindo os olhos e a atenção dos pequenos para tênis, roupas, celulares, maquiagem e uma infinidade de objetos e acessórios de todos os tipos. Mas vamos parar este alucinado carrossel por um momento e pensar um pouco: será que não é hora de revermos alguns conceitos? Será que vale qualquer coisa que faça crianças, pré-adolescentes e adolescentes serem tragados pela espiral do consumo desenfreado, entrando na fila de zumbis modernos que adotam para si o espírito de manada? Nada contra – por favor! – a garotinha que quer ficar bonita numa roupa legal, ou o garoto que quer ter um acessório bacana. O sinal amarelo acende quando percebemos que isso passa a ser o centro da vida deles, chegando a substituir brincadeiras, passando a ser o foco principal de suas conversas e de seu comportamento. Se o princípio se torna esse, é de se supor que muitas crianças e adolescentes passem a discriminar quem não anda na moda ou não possui este ou aquele objeto. E isso é grave, muito grave. E, infelizmente, vem acontecendo com mais frequência do que gostaríamos de crer. Assim sendo, uma nova geração de pessoas preconceituosas vai se formando, mais uma leva enorme de pessoas que olham as outras de cima a baixo, segregando quem não possui este ou aquele item. Quando nos damos conta de que crianças e adolescentes já se portam como se não existisse vida longe do que é moda, algo precisa ser seriamente reavaliado. E digo isso não só em relação ao que a mídia veicula, mas também sobre a maneira como inúmeros pais e responsáveis estimulam este consumo, se desdobrando para dar aos filhos tudo o que lhes é possível, sem conseguir dizer um não que coloque limites sadios e sensatos na vida de crianças e adolescentes deslumbrados pelo vasto e atraente cenário consumista. Há algum tempo li numa revista de circulação nacional uma matéria que tratava justamente deste tema. Abaixo da foto de uma mãe e uma menininha, no enorme e bem abastecido closet de sua casa, a mãe diz algo mais ou menos assim: “Minha filha dá escândalo se compro alguma roupa que seja de grife diferente das que ela gosta, ela tem muita personalidade”. A idade da garotinha? Três anos. Consumo não pode valer como palavra de ordem, gente. Ele deve ser sensato, pensado e os pequenos precisam aprender isso desde cedo. No universo do consumo sem critérios o que é moda hoje, mês – ou semana - que vem já virou velho e deve ser facilmente substituível. Já não é mais fashion usar ou ter aquilo porque já surgiu algo mais novo, realimentando este vertiginoso e insaciável mundo paralelo. Quase tudo virou descartável e precisamos estar muito atentos para que isso não aconteça também com nossos afetos, com as relações humanas. Agora olhe as fotos acima. O nome desta menina linda é Thylane Lena Rose Blondeau, em poses para a capa de uma famosa revista de moda. Ela tem 10 anos e trabalha como modelo desde os 4 anos. A beleza dela ninguém discute, isso é óbvio. O que devemos pensar é que se trata de uma garotinha de apenas 10 anos usando roupas provocantes, com ar sexy, vestida com peles e adereços que já pesariam numa modelo adulta... Prestem bem atenção: Thylane tem 10 anos. O que sugiro com este texto é apenas uma reflexão. Não pretendo levantar bandeira alguma aqui. Quero apenas jogar uma interrogação no ar, pra que a gente não perca o fio do que é realmente importante para que uma criança cresça de modo emocionalmente saudável. Já está mais do que na hora de ensinarmos às crianças e adolescentes que é legal ser bonito fisicamente, mas que esta condição não se sustenta sozinha. É preciso ser decente, ter respeito pelas pessoas e por si mesmo, ser amigo, ter bom coração. Principalmente, é preciso que ensinemos a eles que as pessoas, na verdade, devem valer pelo que são, e não pelo que conseguem e podem comprar. Só assim vamos dar a eles o maior tesouro desta vida: crianças e adolescentes crescendo com a cabeça boa, livres da prisão que o consumo sem critérios vai criando em torno dos que se deixam levar por ele. É claro que é legal ficar mais bonito, arrumado, perfumado... Mas tudo isso não é nada, se pensarmos que uma linda casca pode estar cobrindo alguém vazio por dentro.
Vera Nunes
Escrito por Vera Nunes às 12h03
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Novidade! Os dois títulos acima: "Pra Gente Grande Entender Melhor a Criança" - 2003/ 2ª Edição - e "O Papel das Emoções na Educação" - 2009 - de autoria de Vera Nunes acabam de ser lançados no formato "e-book". Para mais informações, acesse o site: www.casadopsicologo.com.br Atenção!
Vera Nunes ministra palestras e cursos em escolas, empresas e instituições sobre estes e outros temas. Informações: nunes-vera@uol.com.br
Escrito por Vera Nunes às 08h56
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Auxílio Luxuoso no "Mc Dia Feliz" Estes foram os voluntários que nos ajudaram a bater o recorde este ano: 1.100 Big Mcs vendidos. Eles representaram todas as pessoas que colaboraram de alguma maneira com esta ação do bem.
Muito obrigada pela força!

Lourdes Oliveira, Socorro Rodrigues e Fátima Santos 
Helena e Gabriela Kleiner 
Carlos Serrão 
Tania Rodrigues (anfitriã) e Dani Pacheco 
Leão Lobo 
Tania Rodrigues, Simoninha e Vera Nunes
Escrito por Vera Nunes às 10h14
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"TEMPO"
Texto de Antonio Prata - 10/08/11
Publicado na Revista Wish
O bem mais valioso de nossa época não é o diamante nem o petróleo, a fórmula da Coca-cola ou o sorriso da Natalie Portman: é o tempo. Obedecendo à lei da oferta e da procura, quanto mais escasso ele fica, mais caro nos é. A seca temporal é geral e irrestrita, tão democrática quanto a calvície, a saudade e a morte: eu não tenho tempo, você não tem tempo, o Eike Batista não tem tempo, o cara que está vendendo bala no farol, em agônica marcha atlética para recolher os saquinhos dos retrovisores, antes que abra o sinal, também não tem. Como vocês devem saber, o principal sintoma desta doença crônica – sem trocadilho - é a ansiedade. Toda manhã, flagro-me aflito, escovando os dentes, com pressa. Vejo-me batendo os pés no hall, enquanto o elevador não chega. Até o segundo que o cursor do celular leva para piscar, num SMS, permitindo-me digitar outra letra da mesma tecla, deixa-me exasperado. Antigamente, não era assim. Na minha infância, os dias tinham trinta horas, alguns chegando mesmo a quarenta, se bem me lembro. Não, não é que eu faça hoje mais coisas do que antes. Já pensei nisso, mas veja só quantas obrigações eu tinha no passado: cinco horas na escola, lição de casa, inglês, bateria, natação, jantar com os pais, toda noite, sem contar os séculos ao vivo ou ao telefone tentando convencer alguma menina a beijar-me na boca... E, mesmo assim, ainda sobravam infinitos latifúndios improdutivos, impossíveis de se ocupar, por mais que assistisse televisão, tirasse cochilos vespertinos, lesse livros, fosse às casas dos amigos jogar videogame, falar mal dos outros ou simplesmente juntar nossos tédios, olhar as paredes e escutar o tic-tac dos relógios. Das duas, uma: ou as horas eram mais abundantes do que hoje, ou, então, tinham uma incrível capacidade regenerativa, que perderam: a cada duas ou três horas mortas, uma nova hora nascia, fresquinha, como as células de uma pele jovem. Acho que foi lá pelo ano dois mil que e o dia começou a encolher, chegando a essas míseras vinte quatro horas – com sensação térmica de dezesseis. Talvez tenha sido esse o verdadeiro bug do milênio: na virada de noventa e nove para o zero zero, todos os ponteiros, vendo-se livres do velho milênio e admirando o vazio que se abria adiante, como um retão num circuito de fórmula um, resolveram meter os pés no acelerador, de modo que acabamos assim, espremidos entre prazeres e obrigações, aflitos, escovando os dentes com pressa, andando em círculos, no hall do elevador. Há quem diga que a culpa é da melhora das comunicações e, consequentemente, do envio de dados. Com a informação viajando tão rápido, desaprendemos a arte da espera. Antigamente, aguardar era normal. Estávamos sempre esperando alguma coisa chegar. Uma carta, pelo correio. Um disco, do exterior. Uma foto, um texto ou um documento, via portador. Esses hiatos eram tidos como normais, uma brecha saudável, pausa para o cigarro ou o café, a prosa, a leitura de uma revista, o devaneio, a conversa na janela, a morte da bezerra. Hoje, não. Tá tudo aqui, e, se não está, nos afligimos. Queremos o pássaro na mão e os dois voando. Por que é que ainda não trouxeram esses dois que tão no céu, diabo?! Já não era melhor ter pego logo os três, de uma vez, otimizando custos e esforços? Enquanto não descobrimos a cura para este mal, a única saída é aprender a lidar com ele. Há que cercar com muros altos certas horas do relógio, para que nada as possa roubar de nós. Fazer diques de pedra em torno da hora de ficar com nosso amor, da hora de trabalhar no projeto pessoal, da hora do esporte, de ler um livro, encontrar um amigo. Mesmo assim, vira e mexe, vêm as obrigações, como um tsunami, ou os eventos sociais, como meteoros, e derrubam as barragens. Não há nada a fazer, senão reconstruir os muros, ainda mais fortes do que antes. Você sente a mesma coisa, ou sou só eu? Talvez seja só eu. Quem sabe, numa manhã de terça-feira, lá por 1998, eu tenha perdido a hora, para nunca mais a encontrá-la? Ficarei assim, trinta minutos atrás do resto do mundo, tentando alcançá-lo, ininterruptamente, como quem corre atrás de um trem, até o fim dos tempos. Será que foi isso?
Escrito por Vera Nunes às 15h12
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Dia 27 de agosto de 2011: Mc Dia Feliz!!! Coordenado pelo Instituto Ronald McDonald, o McDia Feliz é a maior campanha do país no combate ao câncer infantojuvenil, além de ser o principal evento comunitário do Sistema McDonald’s no Brasil.
No McDia Feliz, todo o recurso arrecadado com a venda de sanduíches Big Mac (exceto alguns impostos), vendido separadamente ou na McOferta de Big Mac - além de materiais promocionais confeccionados pelas instituições participantes e tíquetes antecipados - é revertido para instituições de apoio e combate ao câncer infantojuvenil de todo país. O evento garante o dia de maior movimento em mais de 600 restaurantes McDonald’s, contando com uma mobilização de mais de 30 mil voluntários. Ao longo de 23 anos de realização da campanha, os recursos obtidos com o McDia Feliz contribuíram para o expressivo crescimento do índice de cura da doença no Brasil: de 15%, no final da década de 80, podendo chegar a 85% atualmente caso diagnosticado nos estágios iniciais. Com os resultados obtidos desde o primeiro ano de sua realização, em 1988, a campanha já reverteu a mais R$ 114 milhões para a causa do câncer infantojuvenil, em mais de 20 estados brasileiros. Os recursos têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, e salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer. Todos os projetos apoiados pelo Instituto Ronald McDonald são auditados e tem sua execução acompanhada. Veja em nossos Relatórios de Atividades mais informações e prestação de contas. História do McDia Feliz no Brasil
No Brasil, o primeiro McDia Feliz foi realizado em 1988 e beneficiou a Ação Social de São Paulo. Desde então a campanha tem se expandido e, ao longo de suas edições, já beneficiou dezenas de instituições de todo o Brasil que atuam para proporcionar mais saúde e qualidade de vida a crianças e adolescentes e seus familiares.
A causa do câncer infantojuvenil foi abraçada há muito tempo pelo Sistema McDonald’s. A empresa assumiu essa causa há mais de 30 anos nos Estados Unidos quando fundou a primeira Casa Ronald McDonald na Filadélfia. No Brasil, a história de combate ao câncer infantojuvenil, através do McDonald’s, Instituto Ronald McDonald e Casa Ronald McDonald começou com a família Neves, que teve o filho mais jovem do casal diagnosticado com leucemia linfóide aguda. Para o tratamento não havia esperanças no Brasil, por isso amigos e parentes da família se mobilizaram para ajudar e fazer com que a criança buscasse tratamento no exterior. Por três meses, enquanto o filho se tratava no Memorial Hospital de Nova York, pai e mãe tiveram a oportunidade de conhecer e ficar hospedados em uma Casa Ronald McDonald.
Infelizmente, Marquinhos não resistiu, mas a família junto a parentes e amigos iniciou uma luta para que crianças e adolescentes com câncer e seus familiares tivessem no Brasil as mesmas condições de tratamento e apoio. A idéia foi levada ao McDonald’s Brasil, que junto a outros apoiadores e a sociedade civil, identificou que poderia contribuir para oferecer atendimento de qualidade e aumentar os índices de cura da doença no país. Em 1999 nasceu o Instituto Ronald McDonald, que desde então tem Francisco Neves, o pai do menino Marquinhos, como superintendente.
O Instituto Ronald McDonald coordena nacionalmente a campanha McDia Feliz e é também responsável por diversos programas e iniciativas que ajudaram a articular e mobilizar diferentes setores da sociedade em prol da causa do câncer infantojuvenil.
Campanha 2011 A edição 2011 do McDia Feliz será realizada em 27 de agosto. Neste ano, os recursos da campanha serão investidos em 73 projetos de 59 instituições em todo o país. Objetivos da campanha - Despertar a atenção de toda a sociedade e sensibilizá-la para a maior causa de morte por doença entre crianças de 5 a 19 anos;
- Captar recursos e concentrar esforços para a realização de projetos prioritários em nível local, regional e nacional;
- Contribuir para o aumento do índice de cura do câncer infantojuvenil.
Você Sabia? - O McDia Feliz é o evento que mais arrecada recursos para a causa do câncer infantojuvenil no Brasil;
- Desde 1988, a campanha já doou cerca de R$ 114 milhões a instituições sem fins lucrativos que atuam no combate ao câncer infantojuvenil;
- A arrecadação do McDia Feliz 2010 foi a maior já atingida no Brasil: R$ 13.004.018 com a venda de 1,4 milhão de sanduíches Big Mac. |
Escrito por Vera Nunes às 10h01
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Dia dos Pais Esta foi uma campanha publicitária do Citibank para o dia dos pais. Achei tão bacana que trancrevo aqui, aproveitando que a data está chegando mais uma vez!
. Crie filhos em vez de herdeiros. . Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar sorvete. . Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela. . Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma a quem você ama. . Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas. . Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho? . Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos! . Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça: vírgulas significam pausas. . Você pode dar uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos.
Escrito por Vera Nunes às 18h35
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Goodbye, Amy! Amy Winehouse se foi e levou com ela a voz feminina mais linda surgida nos últimos anos. Ela viveu como se estivesse sempre pelo avesso. Mostrou escancaradamente sua fragilidade, sua insegurança, seu romantismo e deixava sempre aquela sensação de estar vivendo em algum lugar fora de onde estava fisicamente. Amy se entorpecia e se mostrava inteira: suja, arranhada, bêbada, drogada, com o rosto borrado pela maquiagem desfeita, infeliz. Quando sóbria, posava para as fotos com olhos inquietos, como quem se sente incomodado, meio sem saber o que fazer ali. E Amy tinha uma voz genial, que colocava para fora todo o lamento de sua alma. E era feminina sempre, e se vestia com laços, babados, flores no cabelo, batom vermelho, como se fosse uma pin-up pós-moderna, louca, o avesso da celebridade. A gente viu Amy se desfazendo aos poucos, até que desapareceu para sempre. Muita gente até morbidamente esperou isso fazendo contagem regressiva, enquanto ela morria dia após dia. Mas sua voz magnífica fica. Na vida não foi exemplo a ser seguido por ninguém, mas na hora em que eu soube da notícia de sua morte, lembrei, não sei porque, imediatamente de uma frase de Chico Buarque: “a dor da gente não sai no jornal”. Amy passou boa parte de sua vida já sem estar aqui, tentando se encaixar neste nosso mundo, mas mostrando ultimamente que sempre que tentava – quando insistia em se apresentar nos palcos, por exemplo – não conseguia mais fazer isso. Tomara que agora ela encontre alguma paz e alegria, onde quer que esteja. E é só.
Escrito por Vera Nunes às 19h26
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Vale mesmo tudo na TV? (parte 2: última) Tenho pensado bastante no assunto que venho hoje tratar, um assunto que num primeiro momento pode até ter certo ar de exagero de minha parte, mas que é necessário vir à tona de alguma maneira, até para proteger quem mais fica vulnerável quando exposta a situações sob as quais não tem controle: a criança. Nos últimos tempos, vi três matérias, em três canais abertos de televisão, que tratavam do mesmo tema: homens que vivem “maritalmente” com duas, três ou mais mulheres. As matérias foram veiculadas em emissoras diferentes, mas sempre com um repórter conduzindo o tema com ar jocoso, temperando a matéria com uma pitada de malícia, com um risinho divertido no canto da boca, enquanto fazia perguntas picantes ao “machão” da história. Todas as matérias – todas! – foram veiculadas em horários considerados “nobres”, horários em que crianças ainda estão acordadas, provavelmente assistindo TV, totalmente expostas ao mau gosto, à falta de senso e à falta de cuidado em relação à inocência que ainda nos esforçamos em preservar na criança a qualquer custo. Minha indignação, é preciso deixar claro, não tem fundamento no moralismo puro e simples. Minha indignação vai direto ao ponto: o que há de engraçado em se mostrar em canais de TV histórias onde homens aparecem morando com duas, três ou mais mulheres, ostentando orgulho explícito por sua “virilidade”, enquanto crianças ouvem estes relatos picantes de adultos que consideram isso tudo muito normal? Isso nem me chocaria tanto, já que temos que contar com um componente chamado ignorância, fruto de uma cultura pobre que ainda hoje, em pleno século XXI, insiste em achar graça em algo assim, não fosse o fato de ver que em todas as matérias, havia uma boa quantidade de crianças nas cenas mostradas na TV, com olhos que oscilavam entre a curiosidade e a dúvida, crianças que assistiam a tudo simplesmente porque os personagens centrais das histórias mostradas como “pitorescas”, eram seu pai e suas mães. O que me espanta também nessas histórias é a forma como os repórteres conduzem as matérias. Eles fazem perguntas de duplo ou triplo sentido, se divertindo abertamente com a bizarrice da situação, enquanto à sua volta várias crianças sentadas assistem a tudo, ouvem tudo e presenciam não apenas o fato de seu pai e mães viverem em regime de revezamento, mas constatando ali que todos se divertem com isso. A pergunta é: o que há de engraçado em ensinar às crianças a falta de respeito? O que há de divertido em mostrar a todo mundo como é legal mesmo não ter uma família formada com base em relações de afeto, onde as pessoas zelam umas pelas outras, onde há respeito e não impere a simples vontade de possuir duas, três, quantas mulheres forem necessárias para suprir necessidades sexuais? Sempre acho que quem é adulto tem o direito de escolher o que quer fazer de sua vida, com certeza, mas este direito precisa ser cuidadosamente reavaliado quando este mesmo adulto é responsável por uma criança. Como sempre dizemos que o correto é ensinar limites às crianças, aqui parece necessário que se faça o mesmo com os adultos! Na presença de um pequenino a coisa tem que mudar de figura, porque expor uma criança a situações desta natureza, desta forma é, no mínimo, uma total falta de consciência e de responsabilidade. Criança precisa aprender sobre valores, sobre amor, carinho, cuidado, respeito, companheirismo. Criança precisa ser ensinada a valorizar a si própria e aos seus pares e merece, acima de tudo, ser tratada com toda dignidade. Todas as pessoas que trabalham em prol da educação e que se preocupam em defender os direitos da criança se esforçam para mostrar a elas valores éticos e morais, valores importantíssimos numa sociedade como a nossa que constantemente quebra regras básicas de civilidade. Quando digo valores éticos e morais, quero dizer que é baseado nisso que a criança vai aprender a se sentir uma pessoa de valor, merecedora de amor e de alegria, que se sente fazendo parte de um todo maior. Uma pessoa que aprendeu que é preciso respeitar para poder ser respeitada, preparada para construir coisas boas na vida, consciente de seus direitos e deveres e usando sua liberdade da melhor maneira possível. Na boa, a gente sabe que é enorme a dificuldade de remar contra a maré da falta de educação e de valores e persistir nas lições do bem para que a criança cresça mirando os bons exemplos, embora os maus tentem nos cercar por todos os lados. Então, gente, longe deste texto pretender ser um discurso moralista, que estas demonstrações de irresponsabilidade preservem ao menos as crianças envolvidas. Como deixar aquelas crianças expostas a tais situações? Com que direito as TVs se aproveitam destas histórias para ganhar alguns pontos na audiência e arrancar risos de quem compactua com tamanha tacanhice? Como nenhum destes repórteres pensou neste outro lado da história? Numa das matérias, depois do homem que vive maritalmente com três mulheres e todos os filhos gerados com as três na mesma casa ter sido incentivado pelo sagaz repórter a relatar suas peripécias sexuais - sem ficar constrangido em momento algum com a presença das várias crianças naquela sala - um dos garotinhos diz, perto do final da reportagem: “Quando eu crescer, quero ser igual ao meu pai”. Falar de ética e de valores não é caretice, não é moralismo, não é perda de tempo. Falar de valores e ensinar isso às crianças é nosso dever, porque quando elas se tornarem adultas, provavelmente vão reproduzir o que foi ensinado a elas. A gente vive dizendo que quer um “mundo melhor” para nossos filhos, netos, sobrinhos, alunos... O discurso é politicamente correto, bonitinho, certinho e causa um efeito danado, mas precisamos é refletir se este discurso não está virando clichê e só cabe mesmo da boca para fora de quem quer posar de bom (a) moço (a). Estas matérias deveriam ser avaliadas pelo Conselho Tutelar, já que aquelas crianças estão ali assistindo a tudo, ouvindo tudo e são, infelizmente, fortes candidatas a repetirem os padrões do que aprenderam como certo, bom e normal. Não é, gente, não pode ser. A gente batalha por um mundo mais justo, o tal mundo melhor, mas enquanto existirem pessoas que tratam a falta de respeito e dignidade às crianças como algo “normal”, nosso mundo só vai seguir ladeira abaixo. Trabalho com crianças e famílias há anos, repito, e já ouvi e presenciei histórias terríveis, acreditem. Em muitas delas, crianças que foram expostas precocemente à sexualidade pagaram um preço alto demais por isso! Vivemos num tempo em que abusos sexuais contra crianças e adolescentes tornaram-se tão frequentes que, infelizmente, paramos de enumerar os casos. A gente se choca e lamenta, mas o que tem sido feito para que este quadro deprimente seja revertido ainda é pouco. Não é verdade que as crianças de hoje amadurecem mais depressa do que as de antigamente. O que acontece é que hoje as crianças estão mais expostas a situações adultas, à informação num sentido geral, mas isso nem sempre chega a elas numa linguagem adequada e à altura de sua compreensão até ali. Portanto, precisamos cuidar melhor de nossas crianças, precisamos preservar a inocência da infância o quanto pudermos, para que elas aprendam tudo no momento certo, conforme forem crescendo, maturando, sem que pulem etapas importantes de seu desenvolvimento e sejam jogadas no ainda confuso, complexo e incompreensível mundo adulto, sem recursos físicos e emocionais para tal. Queimar etapas é capaz apenas de levar a informação mais cedo do que seria o adequado à criança, forçando a barra para que ela lide com isso da maneira que puder e conseguir. O fato é que os recursos dos quais falei só surgem mesmo conforme a criança vai crescendo, aprendendo, compreendendo melhor como o mundo funciona e adquirindo mais experiências de vida. Enfim, gente, todo mundo costuma dizer que este é o tempo da tecnologia, das máquinas maravilhosas, do estilo high-tech de viver e da comunicação, que beleza!!! Só acho uma pena mesmo é que, com toda essa modernidade à nossa disposição, em muitos aspectos o homem viva seu mais cruel primitivismo emocional e moral, mostrando com suas atitudes e posturas que seria capaz de matar de vergonha a mais estúpida das criaturas. nunes-vera@uol.com.br
Escrito por Vera Nunes às 18h36
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Vale mesmo tudo na TV? (parte 1)
Escrito por: Vera Nunes Há muitos anos atuo como psicóloga clínica e institucional e, nesta caminhada, venho acumulando generosa experiência no trabalho com crianças, jovens, adultos, educadores e famílias, tendo sempre como foco em minha atuação o desenvolvimento emocional e as relações humanas num sentido geral. Durante este tempo todo já vi e ouvi toda sorte de histórias: trágicas, alegres, tristes, engraçadas, espantosas, cruéis, tocantes, sem jamais deixar de perceber as nuances das emoções expostas nestes relatos e que registros emocionais estas experiências deixam para quem as vive e para todos os envolvidos. Ouço muitas histórias também de famílias que perderam o fio do novelo do afeto, famílias que não sabem mais dialogar, se entender, expressar sentimentos, trocar palavras e gestos que mostrem o que um sente pelo outro ou a respeito do outro ali. Em todas as histórias, porém, fico sempre mais em alerta em relação àquelas que envolvem crianças, pois, muitas vezes elas parecem invisíveis no meio de um turbilhão familiar, com adultos as tratando como se elas tivessem um tipo de blindagem contra os problemas. No entanto, a criança é totalmente capaz de perceber quando algo vai mal, quando o clima pesa ou quando quem a rodeia não está feliz, mesmo que não saiba exatamente o que está acontecendo. Não digo com isso que tudo deva ser dito à criança, claro que não, o que quero dizer é que a criança precisa e merece ser considerada também em momentos difíceis e conturbados, recebendo carinho, atenção e tendo suas dúvidas sanadas numa linguagem acessível a ela, de acordo com sua idade e seu entendimento. Criança pensa, se emociona, se magoa. Criança também se sente triste, confusa, frustrada e desamparada, e se engana redondamente quem pensa que vida de criança é só cheia de diversão e de alegria, que ela tem o poder de se desconectar completamente dos problemas enfrentados pelos adultos e que não possui capacidade alguma de entender os assuntos que só dizem respeito à gente grande. O que acontece, porém, é que a criança recebe todos os reflexos da dinâmica familiar da qual faz parte, com suas belezas e tragédias, alegrias e tristezas, acertos e equívocos. Ela vai fazendo sua própria leitura a respeito do que vê, ouve e sente, registrando e interpretando os fatos à sua maneira, quando não é orientada por um adulto consciente, atento, responsável, que age com bom senso e que se importa de verdade com ela. Criança presta enorme atenção ao comportamento dos adultos que as rodeia, dos que são referência para ela, dos que convivem com ela ou dos que desempenhem papéis importantes em sua história de vida. Os adultos servem de espelho para a criança. Ali ela se olha, se percebe, muitas vezes se identifica e vai moldando suas ações e suas emoções, tudo a partir do que aprende no seio de sua família, imitando padrões de comportamento. A casa da gente é nossa primeira escola e os adultos que convivem conosco nossos primeiros professores, até que nossas asas comecem a crescer, exigindo que o mundo abra espaço para nos receber, ampliando a lente através da qual enxergamos o horizonte. Na verdade, tudo isso que falei até aqui é apenas uma introdução para que eu entre num outro papo com vocês... Continua na parte 2
Escrito por Vera Nunes às 18h33
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Um belo trabalho: Auditoteca Sal e Luz A “Audioteca Sal e Luz” é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados. As audiolivros são usados por cegos e deficientes visuais – inclusive também, por pessoas com dificuldade de visão pela idade avançada - e estão disponíveis na “Sal e Luz” de forma totalmente gratuita. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos, até textos e provas corrigidas, voltadas para concursos públicos em geral. Eles podem ser emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. Se você conhece algum cego, deficiente visual ou idoso com dificuldades visuais, fale sobre o trabalho da “Audioteca Sal e Luz”. Para ter acesso ao acervo, basta se associar na sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 - Centro - Rio de Janeiro- RJ. O legal, no entanto, é que não é necessário ser morador do Rio de Janeiro para se ter acesso aos audiolivros. Você pode entrar no site: http://audioteca.org.br/noticias.htm - e escolher o título do livro ou solicitá-los pelo telefone. Os livros são enviados pelo correio, gratuitamente! A maior preocupação, no entanto, reside no fato de, apesar do governo ajudar a instituição, é preciso apresentar resultados. É preciso atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, caso contrário, o serviço será desativado. Portanto, vamos divulgar este belo serviço! Responsável: Christiane Blume Audioteca Sal e Luz Rua Primeiro de Março, 125 - 7o. andar – Centro Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20010-000 Fone: (21) 2233-8007 Horário de atendimento: Das 8 às 16hs. http: //audioteca.org.br/noticias.htm
Escrito por Vera Nunes às 19h48
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Sete dicas para manter as crianças a salvo na Web. Confira sete dicas que vão ajudar você e seus filhos a tomar as decisões certas para navegar com segurança e bater-papo sem maiores preocupações na Internet.
1. Definir limites de tempo restritos para o uso da Internet e respeitá-los. Existem softwares que fazem esses limites serem cumpridos. Proíba o uso durante a madrugada. Não permita que seu filho fique sozinho na Internet por longos períodos de tempo - é quando ficam mais vulneráveis. 2. Deixe claro para seu filho que as pessoas nos chats são sempre desconhecidas, independentemente da freqüência com que conversam com ele e de quão bem ele pensa que as conhecem. Ele deve saber que as pessoas podem mentir sobre quem elas são e que seu amigo pode ser um homem de 40 anos em vez de uma menina de 13 anos. 3. Certifique-se de que seu filho entenda que nunca deve revelar informações pessoalmente identificáveis como seu nome real, gênero, idade, escola, telefone ou endereço. Faça com que ele use um pseudônimo para o chat que não seja provocativo e que não dê pistas de quem ele realmente é. Ele também deve proteger as informações pessoais de outras pessoas, como nomes e telefones de amigos. 4. Não deixe seus filhos abrirem anexos de mensagens de e-mail de amigos ou serviços de compartilhamento de arquivos sem que você esteja lá para aprovar e verificar se há vírus em seu conteúdo. Os fraudadores podem enviar pornografia e outros materiais questionáveis. 5. Certifique-se de que seu filho saiba como é importante que ele não encontre pessoalmente os amigos da Internet sem o seu conhecimento. Determine a identidade verdadeira da pessoa antes de permitir qualquer encontro. Certifique-se de que o encontro aconteça em um local público e acompanhe-o. 6. Aprenda a salvar registros de chats, bloquear usuários e relatar problemas. Você pode salvar as sessões copiando e colando o texto da mensagem em um programa de processamento de texto. A maioria dos programas de chats permite que você bloqueie um usuário clicando com o botão direito do mouse em seu nome na lista de contatos e escolhendo o recurso "Bloquear" ou "Ignorar". Se o seu filho tiver um problema com outro parceiro de chat, envie o registro copiado para o moderador ou administrador do chat. Você pode encontrar as informações de contato na seção de ajuda ou de relatórios do programa. 7. Utilize o Controle dos Pais do Terra. O Controle dos Pais oferece proteção 8-em-1 confiável contra ladrões de identidade, distribuidores de spam e fraudadores, garantindo uma experiência sem preocupações a você e a seus filhos. Ele filtra imagens e conteúdos ofensivos que um fraudador pode enviar e bloqueia sites inapropriados. O serviço de privacidade integrado também restringe o envio de informações pessoais sem o seu conhecimento para que você possa manter as crianças protegidas. Acesse agora: http://www.seguranca.terra.com.br/ Redação Terra Texto originalmente publicado em: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1367958-EI4804,00.html Matéria do site: www.observatóriodainfancia.com.br
Escrito por Vera Nunes às 15h56
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